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A exposição Joan Miró – A Força da Matéria chega a São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake e fica em cartaz até 16 de agosto.  Ao lado dos espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dalí, Joan Miró é um dos grandes gênios da pintura do século XX. Quem viu as mostras dos dois primeiros artistas não deve perder esta exposição que promete repetir o sucesso das anteriores.

Joan Miró, Cabeça, 1979, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

Joan Miró, Cabeça, 1979, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

As filas tão comuns neste tipo de evento também devem ocorrer,  principalmente nos finais de semana, portanto não deixe para ir no último mês. É bom se programar e ir em junho. Os ingressos custam R$ 10 e podem ser comprados pela internet. Às terças, a entrada é gratuita, o que deve aumentar o movimento.

Fui conferir a mostra que tem um grande acervo do artista que veio da Fundación Joan Miró, de Barcelona. São 112 obras: 41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e três objetos além de fotografias sobre a vida do pintor catalão, e alguns documentários que são exibidos durante a mostra.

Exposição Joan Miró no Instituto Tomie Ohtake

Exposição Joan Miró no Instituto Tomie Ohtake

Miró é conhecido pelas suas obras oníricas, com cores brilhantes e formas abstratas e simbólicas. As cores mais presentes em seu trabalho são o azul, vermelho, amarelo, verde e preto. Suas telas têm elementos geométricos e gráficos e algumas imagens distorcidas da realidade. Às vezes, me causa uma impressão do mundo dos devaneios e do universo infantil. Como todo surrealista, ela tem plena liberdade e não tem compromisso figurativo. Os temas constantes são o pássaro, a mulher, as constelações, mas tudo depende da imaginação de quem as vê e como percebe as obras de arte.

Embora sua pintura seja mais conhecida, Joan Miró explorou diferentes técnicas como a escultura, litografia, tapeçaria e cerâmica. Miró também recebeu influência do dadaísmo, fauvismo e cubismo. A natureza e a poesia eram grandes fontes de fontes de inspiração. Miró se definia como um poeta da pintura. Para ele, a relação entre as duas formas de arte era intrínseca.

Joan Miró, Mulher na Noite, 1973, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

Joan Miró, Mulher na Noite, 1973, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

A mostra de Miró

A exposição divide-se em três fases do artista. Nas décadas de 1930 a 1940 as pinturas e desenhos da época da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial manifestam o início do interesse de Miró pela matéria. Entre os anos 50 e 60, com a presença maior de técnicas diversas, destaca-se o interesse do pintor pela experimentação da matéria, que o levará a trabalhar no campo da escultura, enquanto nos Na década de 1970, Miró trabalha com suportes mais inusitados e se pergunta sobre o sentido final da arte. Neste período, uma importante coleção de gravuras indica a destreza do artista a desafiar os padrões da técnica.

A mostra Joan Miró - A força da matéria fica em cartaz até 16 de agosto - Foto: Divulgação

A mostra Joan Miró – A força da matéria fica em cartaz até 16 de agosto – Foto: Divulgação

Difícil escolher a obra mais representativa entre tantas obras-primas. E você, já foi? O que mais gostou da exposição? Frases do artista:

“Uma forma nunca é algo abstrato, é sempre um homem, um pássaro ou qualquer outra coisa. Forma é nunca considerada como forma.”

 “Uma pintura nunca está acabado , nem é sempre começa , uma imagem é como o vento, algo que sempre anda sem descanso.” 

“Eu pinto como se estivesse andando pela rua. Escolho uma pérola ou um pedaço de pão. Isso é o que dou e escolho.” 

“Eu tento aplicar cores como palavras que formam poemas, como as notas que formam música.”

Joan Miró, Mulher e Pássaro, 1967, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

Joan Miró, Mulher e Pássaro, 1967, © Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

Biografia

Nascido em 1893 em Barcelona, na Catalunha, Joan Miró, filho de artesãos,  estudou nas Escola de Belas Artes de Barcelona e na Academia de Galí.  Desde jovem, conviveu com expoentes da vida artística espanhola. Recebeu influências do fauvismo, que teve como o maior representante Henry Matisse, na França e Maurice de Vlaminck. Em 1920, Miró foi para França pela primeira vez. Lá ele se aproximou das artes de vanguardas: conheceu Pablo Picasso e impressionou-se com as ideias de Tristan Tzara, o grande agitador do movimento Dada, fez amizade com André Masson outros artistas e intelectuais importantes. Ele dividiu sua vida entre França e Espanha por um longo período.  Depois da Guerra Civil Espanhola, o artista já era renomado e fez vários trabalhos e murais para hotéis e universidades em Nova York.  Em 1958, dois murais seus são inaugurados para a Unesco de Paris. O projeto ganhou o Prêmio Internacional Guggenheim.  Em 1975, a Fundação Joan Miró é inaugurada em Barcelona com um grande acervo da sua obra. Joan Miró faleceu em 25 de dezembro de 1983, em Palma de Maiorca, na Espanha.

O pintor catalão Joan Miró - Foto: Divulgação

O pintor catalão Joan Miró – Foto: Divulgação

Exposição: Joan Miró – A Força da Matéria

De terça a domingo, das 11h às 20h

R$10,oo e R$5,00 (até 10 anos grátis); às terças grátis; compra de ingressos: ingresse.com, aplicativo do Instituto Tomie Ohtake, ou na bilheteria do Instituto de terça a domingo, das 10h às 19h.

 Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: 11 2245 1900

© Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

© Successión Miró, Miró, Joan AUTVIS, Brasil, 2015

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